
Vocês já ouviram falar na força do "pensamento positivo"? Diz a lenda que quando se está passando por um momento difícil ou quando se quer muito alguma coisa o pensamento positivo pode ajudar. Na verdade, as teorias sobre o assunto afirmam que o pensamento positivo não só ajuda, mas também é determinante (isso tudo com fundamento científico, tomando como base o funcionamento do cérebro, etc.)
Eu, particularmente, não sei até que ponto essas teorias devem ser levadas em consideração. Na verdade, acredito que o benefício do pensamento positivo é muito limitado. Vejamos... Para que uma coisa aconteça é necessária a congruência de diversos fatores - internos e externos. Os internos são aqueles que podemos (muitas vezes e até certo ponto) controlar, porque dependem de nós, como força de vontade, esforço, iniciativa... Os externos são aqueles associados a outras pessoas e ao meio. Nestes, podemos interferir muito pouco (às vezes, não tão raramente, não podemos interferir).
Então, como pensar positivo pode garantir alguma coisa? É possível, sim, que, pelo fato de o pensamento positivo estar diretamente associado à es
perança que, por sua vez, é um poderoso estimulante, a pessoa se sinta mais motivada e se esforce mais para alcançar seus objetivos. O que, obviamente, aumenta as chances de sucesso. Mas garantir? Complicado! Interessante e bonito, principalmente se for a nosso favor, mas complicado.

Enfim... Mas o assunto do post não é esse. Hoje vim aqui para falar sobre uma variação do "pensamento positivo"... o irmão mau: o "poder da negação".
Já pararam para observar que as pessoas se utilizam muito do instrumento da negação como se existisse algum tipo de super poder cósmico que vai instantaneamente alterar a realidade só porque a pessoa está dizendo que não é de um jeito e sim de outro. Exemplo?
O filho de alguém vai e xinga ou agride uma pessoa... então começam a dizer que ele está errado, que ele é uma pessoa agressiva, etc... Aí vem a mãe e diz: Não! Meu filho não é assim não! Ele é um bom garoto. Com certeza ele foi provocado, estava se defendendo... Como acontece muito em casos de bullying (A Meri até escreveu sobre isso esses dias, dêem uma olhada)
O namorado(a) de alguém dá um piti por uma coisa mínima (leia-se: sem motivo) e todo mundo começa a dizer que ele é desequilibrado, que a namorada(o) deveria tomar cuidado (ou até mesmo terminar o relacionamento) e ela, prontamente, diz: Não! ele não é assim não! E fecha a cara.
Agora raciocinemos... isso mudou a realidade de alguma forma? O filho da mãe (em todos os sentidos), deixou de ser um bad boy? O namorado deixou de ser doido?
NÃO!
Negar as coisas NÃO muda a realidade. O céu vai continuar azul se você disser que ele é verde-limão. E o céu vai continuar azul mesmo que você grite e esbraveje que ele é verde-limão.
O que, aliás, é uma variante do uso da negação... negação + ignorância. Já ouviram aquela frase:
Se não consegue vencer uma discussão com argumentos, ganhe no grito.
Pois é. O "ensinamento" é muito, muito praticado. Além disso tem a já mencionada cara feia... a clássica "Ó, como estou sofrendo com essa situação. Todos tem que concordar comigo para que eu não sofra"... A cara-de-pau (que quase não existe. cof cof!). E o mais interessante...
A realidade continua A MESMA! Nem assim ela muda!
E aí? Bom, e aí que o filhinho da mamãe vai crescer e virar um marginalzinho que bate e xinga os outros para conseguir o que quer, mesmo que a mãe dele diga que não. E o namorado(que provavelmente se tornou marido) vai infernizar a vida da namorada pra sempre, ou até que ela, 250 milhões de anos depois, se dê conta de que ele é daquele jeito mesmo, ou até que ele coloque a cabeça dela na água quente.
E o que fazer sobre isso?
Parar com essa meninice de achar que o mundo tem que se adaptar às nossas vontades... que somos tão foda que nada na nossa vida pode ser errado, que nenhuma pessoa ligada a nós faz coisas erradas... e que as atitudes erradas que tomamos e que as pessoas que amamos tomam não têm que gerar consequências... que, simplesmente, as coisas boas têm que vir a nós e as coisas ruins que levamos aos outros tem que ser suportadas por eles e ponto final.

Ah! Em relação a casos pontuais como os exemplos que citei?!
No caso do filhinho da mamãe, é observar o que ele faz de errado e falar mal, né? O que se pode fazer? No máximo não permitir amizade entre ele e um filho nosso (que seria bem educado e teria limites, pelo menos o meu) pra ele não sair por aí fazendo as mesmas coisas (ou levar a culpa de gaiato). Já se formos vítimas, é resolver na polícia/justiça, que com certeza não vai achar que o que o margi fez foi "nada demais" e que ele é um "menino bom" e ele finalmente vai ser punido pelos seus atos errados. A mãe que se ferre. Quem mandou ficar passando a mão na cabeça... tapando o sol com a peneira?! O resto do mundo não está obrigado a seguir as escolhas erradas de ninguém, muito menos a sofrer as consequências disso.
Já no caso da namorada(o) do doido(a)... ela que se ferre (2). Não quis namorar doido? Então pronto! E lembrem-se de não se meter, porque doido é doido... ele vai querer matar quem for contra ele. E, principalmente, nunca acolham fugitivos de doidos nas suas casas... porque se ele descobrir o paradeiro da pessoa e chegar até lá... vai matar TODO MUNDO! É sério!
E o céu amanhã vai ser de que cor?
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