sábado, 16 de junho de 2012


Não é que eu seja perfeita. Nem é isso. Também não quero ser. Gosto de algumas manias minhas. Gosto do meu cabelo antes de dormir. Gosto do muitas palavras que saem de minha boca. Gosto de minhas gírias. Gosto desse meu jeito louco e idiota. Do perfume que uso e dos gostos que eu mesma tenho. Gosto dos tipos de música que ouço, e dos filmes chatos que assisto. É inacreditável, mesmo assim já tentei me livrar de mim. Ser livre dos meus problemas e parar de me cansar com o peso que carrego por simplesmente “ser eu”. Ou talvez não ser quem querem que eu seja. Não falar do jeito que falam. Não rir do jeito que riem. Não viver a vida do jeito que vivem, ou seja, a mais fácil. Dou nó em pingo d’água.Gosto de pôr os pés na cabeça, e usar minhas ideias para coisas que eu acho necessário. Gosto de sair por aí, e comprar o que eu bem entender. Sem consumismo, só por diversão. Por rir da cara de quem não tem. Por achar feio ou fora de moda aquilo que eu ando vestindo. Por gostar do perfume que dizem ser de homem. Tanto faz para mim. Gosto de perder tempo com coisas banais, de amar quem ao mesmo sabe que eu existo só para me dizer forte. Por contar uma piada e nem ao menos entender a lógica dela. Por cantar músicas em inglês e deixar de lado a tal tradução. Por contar histórias inusitadas para mim mesma. Para eu mesma me acalmar. Para eu mesma acreditar. Gosto de me dizer fofa, gosto de ser atenciosa. Mas nem sempre é assim. E mesmo com tudo, gosto de quando fico irritada. De errar e logo após rir da tal burrice. De marcar algo comigo mesma e me dar o tal e famoso bolo. Por apreciar meus erros e seguir em frente comigo. Sem ao menos deixar de lado, todos aqueles defeitos que me fizeram ser assim. Original

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