Sonho bom
Que raiva venho sentindo nesses últimos dias, agora em noites mais frias. Ah que raiva sinto da distância, isso mesmo, da distância. Por que ela tem que existir? Ou melhor, por que nos conhecemos? Por que o acaso o quis? Talvez, mas acredito que não. Foi porque através da distância, sem dúvida, como dois rios que correm a unir-se, nossas inclinações particulares nos impeliram um para o outro. Acho que essa é a resposta mais coerente para tudo isso. Por que nós, simples, fracos por poder sentir a saudade que a distância traz. Ou a saudade de momentos que você ainda nem viveu por causa da distância. Eu queria um inverno frio, daqueles castigados, que só me aquecesse com um abraço teu, bem forte. Eu queria uma luz, vários holofotes, o farol com o brilho mais intenso de todos para me cegar por instantes, e poder suavizar os olhos olhando para ti. Eu até aceitaria uma tristeza, uma amargura, uma dor bem forte pra curar com um sorriso seu, aquele que você deu na primeira vez que nos vimos. Vem, vamos dormir de conchinha essa noite, me diz palavras que me lavem a alma. Hoje eu quero esquecer de tudo que aconteceu antes daqui, quero dar esc em tudo que não me faz bem e nem querer pensar no que vai ser quando o nosso tempo acabar. Só não esquece de me ligar quando chegar, só não esquece de pensar em mim quando deitar. E vê se não esquece de deixar a porta dos teus sonhos aberta para que eu possa te visitar naquele sonho bom.
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