As vezes a gente veste a máscara sorridente pra esconder a dor
As vezes a gente se acha na música triste de algum outro cantor
As vezes a gente rasga cartas pensando em esquecer palavras
Daí a gente não esquece e vive falando sem pensar.
As vezes a gente se acha e nem se reconhece, a gente brinca que esquece
As vezes a gente se acha e enriquece, a gente vive, a gente cresce
Caminhos tortos em qual andamos, a gente se perde na rota que não calculamos
Vinhos baratos só pra embebedar, pessoas sem graça só para ter quem beijar
Camas tão frias, lugares tão sujos, a verdade é que nós não somos desse mundo.
E se outro planeta for nosso lar, e se outro cometa nos levar?
E se todos esquecerem de nós e por alguns segundos ficarmos a sós?
E se a vida nos surpreender quando já estivermos surpresos com ela?
E se o nosso sorriso, na verdade, estiver preso dentro de uma cela?
“Crime Inafiançável é ser feliz, só pensando no próprio nariz”
E não tem casa, nem dinheiro, nem carro que possa pagar essa fiança
E não tem amor, não tem paixão, muito menos transa pra libertar ele dali
A gente tenta e não consegue, a gente vive se entrega
A gente sonha e desiste, a gente não quer e insiste
Eu mesmo já disse que por amar demais me amei de menos
Eu mesmo já disse que nada é mais forte que a dor no meu peito
E eu mesmo disse que se tudo estiver bagunçado, eu mesmo ajeito..
“Mas se eu pensar, que em tudo há algo de perfeito
E assim, voar, pra onde o ar é rarefeito
Eu vou chegar em um lugar só meu.”
Meu poeta favorito disse que tudo pode estar lá mas.. onde é “lá”?
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