segunda-feira, 9 de abril de 2012

Não morreram


Diz o que eu faço,
pra recuperar o meu espaço,
nas sombras do que já fomos,
dos sonhos que já não se falam.
A luz ofuscada,
Por um colorido que não reflete,
Apenas suga o que lhe é de fato,
Verdes notas vazias de arte.
O ciclo infinito da moda,
Traduzindo em tendência o que os porcos comem,
Antes fosse o resto do bom prato,
Com o conteúdo que sustenta o espírito.
Vazios, sem vida, os aplausos perdem o sentido,
Reduzimos o amor a uma junção de dedos,
Não há mais o sensível,
poucos querem saber disso.
Mas os poetas não morreram,
Enquanto houver AR, faça o que TE inspira,
Queremos a verdadeira essência da arte,
Chega de alegoria com recheio de lixo.

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