A dúvida não parte puramente da sensação de estar perdido, até porque a própria sensação não condiz com a realidade. Logicamente, nem por dúvida podemos tomar, pois dentre os milhões não há uma única resposta. A pergunta é retórica, surge da análise superficial tirada de um mundo onde valores não são tão importantes quanto o seu espelho.
Já são quase 50 milhões. De um projeto que era pra ser tão simples, tão fácil, nasceu algo muito maior talvez até mesmo que seu merecimento. Não que o merecimento seja uma condição sólida, se por detalhes individuais de interpretação o julgamos, nada mais é que uma variável para cada indivíduo e, podendo significar tantas coisas, acaba significando nada. O merecimento é ilusório, não existe, a não ser pra você, pra mim e para o João, que no final das contas discordará de você, que discordará de mim. E o que é não deixará de ser.
Julgamo-nos tão espertos, tão analíticos, tão maduros e, no final das contas, somos todos formados por medos, inseguranças e sonhos. Criticamos e condenamos aquilo que não somos, mas que nos incomoda e, se por fato tomamos a premissa, não podemos dizer que somos indiferentes. Já dizia Dona Maria: “nenhum dos pregos misturados na caixinha toma martelada, apenas o que sai dela”. Virar alvo de críticas me ensinou, principalmente, que mesmo na pior das análises não há a indiferença. Isso, por si só, é razão para sorrir.
Obrigado pelas pedras, pois uso cada uma delas para construir minha casa. E muito obrigado pelos aplausos, que me motivam a fazê-lo.
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